Esquerdização


Não tenho por objetivo esquadrinhar aqui todos os fundamentos e toda a estratégia do movimento estudantil. A pretensão única e exclusiva é a de narrar um fato, ocorrido no Estado de São Paulo, como ensaio aos primeiros esboços de uma compreensão cada vez mais precisa do que se faz no meio universitário com relação à política nacional. Sim, com relação à política nacional e até internacional! Seria muito bom se os colegas de outras regiões, como os do site Blogs Coligados, fizessem coisas semelhantes para que possamos nos informar com mais correção do que está realmente havendo no meio cultural mais ligado à política. Eis o resultado dos meus esforços neste sentido:

 

 

Dos primeiros movimentos num Congresso universitário que tinha por fim a formação do maior DCE local da história

 

 

O movimento estudantil deveria se chamar movimento político-universitário. Não tem a ver com estudo, tem só a ver com pessoas matriculadas em cursos do chamado Ensino Superior, e não passa de um meio de ação dos partidos políticos no meio universitário. Ou seja, é um movimento político, parte de uma estratégia de agremiação nacional, que não tem por finalidade NADA que se ligue ao estudo, nem superficial, nem profundo de quaisquer questões ligadas ou não aos cursos freqüentados. São palanques estabelecidos com fins meramente partidários, estratégicos, e ao mesmo tempo auto-promocionais, já que os gerenciadores da baderna são os próximos a galgarem cargos políticos, depois de muito gritarem em público suas mesquinharias.

O que vi, em outubro de 2006, no prédio de uma importante Universidade Católica, foi um movimento da esquerda política. Havia filiados ao PSOL, ao PCdoB, ao PT, e talvez a mais partidos comunistas. Se a ação da esquerda política, ao menos nacional, se dá do mesmo modo, pude encontrar algumas constantes em suas atuações, que foram suficientes para que qualquer brasileiro sinta repugnância por esse tipo de movimento. A orquestração disso, no escopo universitário, tem grande parte da atuação da UNE.

Ao usufruírem de liberdade quase irrestrita, gozando do uso de várias salas, de um salão-nobre e de almoço grátis, os responsáveis por tudo enfatizaram o quão tormentosos e difíceis são seus dias de explorados dentro do cruel ambiente universitário. Mais duros ainda quando em estabelecimentos privados e católicos. Exatamente a situação.

Com um discurso de quem não quer tomar partido em relação às próximas eleições presidenciais, o sujeito que falou em primeiro lugar deu exemplo da mais pura neutralidade, aproveitando o ensejo para dizer tudo o que pôde, mentindo descaradamente quando preciso, contra Alckmin, FHC, PFL e PSDB. E esta foi a tônica! Neutramente todos os organizadores tinham, colados em seus peitos ou mochilas, adesivos lulistas.

A reunião era um Congresso, donde apresentar-se-iam as chapas que concorreriam, em sufrágio, à composição do novo Diretório Central dos Estudantes. O Grande palanque estudantil! Falaram do método, que consistia numa divisão em pequenos grupos de discussão, de onde sairiam as propostas, mui democraticamente.

A seguir explicarei os métodos usados para lidarem com as chapas. E como, já não mais somente como observador, agi diante de tudo.

 

Da queda das máscaras

 

Não fosse eu uma vítima constante da minha própria falta de organização, estaria certo de que algum comunista roubou os papéis em que fiz anotações do dia do Congresso e análises posteriores. Sim, eles sumiram e não acho de jeito nenhum. Contarei os episódios relacionados ao método de formação das chapas e ao desmascaramento de toda a operação mentirosa, mafiosa, antidemocrática, cheia de bondade fingida, esquerdista de alcance continental (ufa!) de memória.O movimento político-universitário prosseguiu em sua ação, e reitero, seguindo os ditames de partidos políticos como provarei na seqüência. Sua tática foi a de juntar alguns grupos de discussão, se não me engano cinco, com mediadores que serviriam para que surgissem propostas bem definidas, cuidando muito bem para que a coisa não fugisse dos objetivos previamente estabelecidos nas mesas de reunião de seus respectivos partidos, e dos objetivos explícitos, que todos conheciam.

Fiquei num grupo de discussão mediado por um pessoal já conhecido por mim. Apresentei-me como um aluno comum, mas fizeram questão de enfatizar que eu sou velho de guerra. Depois de um tempo de bafafá indiscriminado, todo mundo parecia estar se perdendo ali. Foi pedido que os participantes dessem sugestões, propostas de ação. Pedi a palavra. Comecei por dizer que estava pouco à vontade quanto ao fato de estarmos entrando num acordo, ou apenas caindo na aceitação de algo por não se ter pensado mais no assunto. Disse, respondendo a provocações anteriores, que por burrice minha mesmo (houve protestos explícitos contrários a essa posição, o que me fez ganhar em força persuasiva) não tinha conseguido realizar projetos ligados à questão do movimento estudantil, aqueles que eu propunha em reuniões, como um Grupo de Estudos de Política. Não obstante, sem ajuda de DCE nem de CA, e não falando em nome de ninguém que não no meu mesmo, fiz acontecer o que havia planejado. Fundei um Grupo de Estudos e um periódico cultural. Prossegui, até abusando do tempo, dizendo que era bom que ficassem claros os conceitos que estavam sendo colocados à mesa, pois poderiam não ser os únicos e nem os melhores para a ação dos estudantes, e que isto não seria descoberto sem avaliação racional serena. Perguntei também a que este movimento todo estava ligado, se isso tudo não era uma tática, parte de uma estratégia maior, o que deveria ficar claro.

Parece que pus em movimento uma série de manifestações e pensamentos atípicos, visto que quase toda, ou toda, a seqüência foi feita com referência ao meu discurso. O pessoal “sacou que não tava sacando”. Alguns, dentre eles dois mais enfáticos, não aceitaram mais tomar posições sem prévia avaliação. Houve burburinho, até que, talvez por quererem de mim uma posição mais prática, retornaram a palavra a mim, pedindo que eu desse propostas. Disse que só tinha a proposta de fundar grupos maiores para estudar as situações apontadas como críticas pelo movimento. Até que um PSOLista, que simpatizou comigo, decidiu explicar melhor as coisas, perguntando se tudo estava claro pra mim e se podia ajudar com maiores esclarecimentos. Claro que ele poderia ajudar! Aproveitei o ensejo e desenvolvi mais uma das questões passadas despercebidas da primeira vez que falei. De onde vêm estas idéias? A quem o DCE obedece? Isso tudo é parte de uma estratégia política? As pessoas aqui são ligadas a partidos políticos? Se sim, quais?

Senti alguns constrangimentos, mas falei com tanta clareza e simplicidade que começaram por se declarar. Tinham filiados ao PCdoB, ao PSOL e ao PT, majoritariamente. Fora do grupo havia um sujeito, uma figura, que me deixou chateado por não ter descoberto a qual partido era filiado. Tinha a cara arquetípica de sindicalista, cara toda barbuda, com expressão de reclamão… Poderia ser do PCO.

As manifestações no grupo passaram a ser deveras unusuais. Muitos não estavam mais caindo na conversinha, às vezes, na berralheira, dos comunistas. Antes de terminar, uma das mediadoras soltou o verbo, muito exaltada, dizendo que “todos os grupos vão chegar lá com propostas, discutindo tudo. Como é possível que este, o melhor grupo, sairia dali com todo mundo dizendo não saber mais nada”? Pois é querida, esse é o efeito do método socrático! Se isso parece reacionário demais, pode chamar de método do Lula: Não sei de nada, afinal, como vou saber o que é o DCE, o que se faz nesse órgão, o que a reitoria faz ou deixa de fazer, como usam nosso dinheiro, e qual o melhor modo de agir enquanto estudante, se não dá pra saber nem o que ocorre na nossa cozinha quando estamos na sala? Se com uma gigante rede de informação, não é possível saber de um número imensurável de dinheiro desviado pra lá e pra cá, por que, sozinho, devo saber dos secretos desígnios da reitoria querendo me engolir, e do meu papel como estudante? Não sei, oras. Ah não, leitor, isso eu não falei lá; perigoso…

Depois disso houve o almoço. A maior dificuldade aí foi agüentar os indizíveis transtornos estomacais, e a vontade de rir com os amigos de tanta bobagem escutada. Sobrevivi. Comi e ri. Quando voltei para a parte final, momento em que seriam inscritas as chapas para a votação no final, passei mal de novo, acompanhado na dor por amigos. Decidimos ir embora.

Foi uma grande experiência. Pude comprovar uma série de hipóteses e pude testar minhas forças. Se tivesse cinco como eu ali, não haveria DCE constituído, mas sim, um aglomerado de grupos dedicados a aprofundamentos de estudos os mais variados, inclusive o que se relaciona com o panorama político nacional e internacional.

A Justiça tem de intimar Lula
a explicar suas reuniões clandestinas
com narcotraficantes e seqüestradores

Há dezesseis anos o sr. Luís Inácio Lula da Silva, junto com outros líderes esquerdistas, se reúne regularmente com os representantes de entidades criminosas como as Farc, fornecedoras de cocaína ao mercado nacional, e o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros.

 

O órgão que promove esses encontros chama-se Foro de São Paulo. Foi Lula quem o fundou e presidiu até 2002, mas mesmo depois de assumir a presidência da República continuou participando dos encontros.

 

Recentemente ele declarou, entre os participantes do Foro, que essas reuniões eram propositadamente camufladas, para que ninguém soubesse o teor do que ali se falava. Mas admitiu também que as conversações foram decisivas para ajudar Hugo Chávez a sair vencedor no referendo de 2004.

 

Outro resultado foi uma resolução coletiva, emitida poucos meses antes da eleição de 2002, que tomava partido das Farc no confronto com o governo colombiano, acusando este último de “terrorismo de Estado”. A resolução foi assinada por Lula depois de o traficante Fernadinho Beira-Mar ter confessado que comprava cocaína das Farc para distribuí-la no Brasil, destruindo as vidas de milhões de nossos compatriotas, inclusive crianças. Ao mesmo tempo, o Exército notificava freqüentes tiroteios com as Farc na selva amazônica, e as polícias estaduais informavam que agentes dessa organização narcotraficante estavam dando treinamento de guerrilha urbana a bandidos do Comando Vermelho e do PCC.

 

Com que autoridade um presidente da República se reúne em segredo com criminosos notórios para ajudar um político estrangeiro seu amigo, intervindo nos assuntos de uma nação vizinha sem dar ciência disto ao Congresso ou à opinião pública? Com que autoridade ele nos torna a todos “solidários” com agressores do país, com seqüestradores de brasileiros e com assassinos das nossas crianças?

 

As Farc e o MIR são inimigos do Brasil. Lula é amigo deles. Ele tem sabido proteger esse segredo tenebroso, graças à ajuda de seus colaboradores infiltrados na mídia.

 

Simplesmente não é possível admitir que esse conspirador sinistro se apresente candidato às eleições presidenciais antes de prestar esclarecimentos cabais sobre esse aspecto encoberto e clandestino das suas atividades.

 

As autoridades judiciais devem intimar Lula a entregar imediatamente toda a documentação das reuniões do Foro de São Paulo e a explicar as estarrecedoras declarações que fez no discurso que proferiu no décimo-quinto aniversário dessa entidade em 2 de julho de 2005, no qual confessa ter ludibriado o Congresso e o povo para ajudar Hugo Chávez por baixo do pano.

Olavo de Carvalho
www.olavodecarvalho.org

 


Documentos e provas:


 

 

 

Texto baseado numa idéia que tive ao conversar com uma amiga, a Isabela Yumi, que me apresentou um modelo de educação diferente, utilizado com êxito nos EUA: o “homeschooling”. Para saber mais, há um site deveras elucidativo: http://homeschoolinformation.com/

***

 

 

Filho: Por que eu tenho que ir à escola pai? Aquilo é um saco!!!

 

Pai: Para se divertir, oras! Vá zoar um pouquinho, ver os amigos, conhecer moças bonitas…

 

Filho: Meus colegas contam que os pais deles insistem nessa bobagem de que eles vão lá para aprender…

 

Pai: Filho, veja bem, lá você não vai aprender nadinha. Vão lhe dizer um monte de coisas que não tem valor nenhum, e na maioria das vezes, tudo do pior modo possível.

 

Filho: Mas por que os pais dos meus colegas não falam isso pra eles?

 

Pai: Porque eles não sabem. Por exemplo: se os filhos deles perguntassem estas coisas, eles se embananariam e responderiam impacientemente, simulando certezas que não têm. Certamente, irão dizer que os tipos como eu fazem lavagem cerebral ou algo do gênero! Não tem segredo: eles se educaram nisso aí que você bem conhece e que costumam chamar de “escola”. Eu estudava por fora na faculdade, e só ia até lá quando necessário, para conseguir o diploma sem maiores problemas.

 

Filho: Vou à escola para conseguir o quê, então, além de zoar?

 

Pai: Para conseguir se formar e estar autorizado a ir a uma universidade, para poder atuar numa profissão mais alta do que a de quem não tem diploma. Só vai adquirir a autorização social e legal; não tem nada a ver com aprender.

 

Filho: Por que não deixam as pessoas fazerem vestibular, mesmo sem formação na escola? Ué, se passarem estarão com condição de ir à universidade! Não é?

 

Pai: Não, não é filho. Aliás, deveria ser por aí mesmo, mas o vestibular não avalia direito, então precisam garantir por meio de uma papelada enorme que o sujeito está apto. Apto estará ele a dizer um monte de abobrinhas e a “pensar” tudo errado. Isso é interessante para os que governam a cultura e, por tabela, tudo o mais, pois ensinam o que querem do modo que querem. Aqueles que confiam a educação dos filhos unicamente a isso aí, não sabem nada! São uns irresponsáveis! Aprender mesmo, só em casa, com os professores que a gente escolher.

 

Filho: Mas eu não estou numa das melhores escolas?

 

Pai: Ora, numa das melhores para zoar, ver os amigos..!

 

Filho: Eu não consigo entender o que os meus colegas fazem no tempo em que eu estudo com os professores que o senhor escolheu, e no tempo em que treino artes marciais. Eles, simplesmente jogam tempo no lixo?

 

Pai: Assistem a porcarias na televisão, jogam no computador, lêem gibis, aporrinham os pais, jogam futebol e outros esportes similares, torcem para seus times etc.

 

Filho: Mas isso é chato pra burro..!

 

Pai: É sim. Pena que eles não sabem fazer outra coisa. Não podem nem vislumbrar o alcance de seu horizonte de consciência.

 

Filho: Isso eu já percebi! Por isso, não conseguem entender que a escola é imprestável, que não tem nada a ver com instrução de verdade, embora TODOS a considerem uma chatice! Pensam que sabem ler e escrever, mesmo não entendendo nada do que lêem e ouvem. Escrevem tudo tudo errado. Esquecem que logo vão precisar de muito estudo para o seu sustento físico, mental e espiritual, e que se encontrarão vazios disso no futuro!

 

Pai: É isso. Mas, não só no futuro… Já são vazios!

Desenvolva a idéia de aprender com sujeitos aptos a lhe ensinar algo de valor. E também o auto-didatismo. Aprenda a aprender, e se verá livre até dos professores que conhece aqui em casa. Atente ao fato de você poder se tornar um oásis em meio a um deserto de tanta incompreensão e vulgaridade. Coragem! Talvez, consiga sair daqui algum dia, e ir a um lugar onde valorizem mais o saber. Mas tenha sempre em mente que o ponto de apoio deve estar em você mesmo e em Deus, e não em um lugar ou em uma pessoa.

 

Filho: Que baita “responsa”..!

 

Pai: É isso que nos faz humanos, ora. Senão poderíamos ser como os cães. Não haveria necessidade de tanta parafernália. Seus professores querem lhe ensinar um monte de coisas, pra um dia você trabalhar, ganhar uma graninha, sustentar sua família, e ser tão chato, burro, hedonista, melancólico, falto de sentido como eles. Isso é uma animalidade mais sofisticada, pra não dizer vampiresco, diabólico…

 

Filho: Só falta aos professores e aos alunos irem de quatro às aulas! Hahahah.

Estudar para depois só comer, se distrair, dormir, trepar, trabalhar amargamente… Bah!!! Era melhor nascer como um avestruz! Ou como um esquilo, uma tartaruga, um tigre, um macaco..!

 

Pai: Está aprendendo…

Li, há pouco, um texto de uma advogada que dá voz aos reclamos de alguns brasileiros. Recebi seu texto por uma das listas de e-mail que participo. Seu nome é Juçara Mazza Zaramella. Transcrevo aqui o dito texto na íntegra:

A Excluída

Apesar de ser uma cidadã brasileira tenho consciência de que a Constituição deste país não me abrange, posto que só tenho obrigações, tais como: pagar impostos, tributos, e ser qualificada “classe média alta”. Quanto aos direitos, esses são privilégio dos excluídos. Este país não me deu educação, saúde, segurança – princípios fundamentais consagrados na “Carta Magna”.

 

Educação???? Se estudei, foi às custas do trabalho de meus pais que, embora de origem humilde, tiveram o bom senso de limitar o número de filhos ao poder aquisitivo correspondente ao orçamento familiar.

 

Saúde pública é coisa que conheço apenas de televisão e jornal – sempre que necessitei, socorri-me dos planos particulares, também custeados pelo trabalho de meus pais e, posteriormente, pelo meu próprio.

 

SEGURANÇA????? Isso é utopia. Direitos humanos só para aqueles que, anteriormente à era “politicamente correta” eram qualificados como marginais. Nós, os pobres mortais, não temos direitos humanos e sim, o dever de permanecer TRANCAFIADOS em edifícios, pagando módicas taxas de condomínio que incluem portões, câmaras internas e demais sistemas de proteção que nos são impingidos a título de ilusória sensação de segurança.

 

Tudo o que as autoridades legitimamente constituídas, às quais é constitucionalmente outorgado o chamado “poder de polícia” fazem por nós é divulgar o procedimento adequado a ser adotado em situações adversas: NÃO REAGIR quando os “EXCLUÍDOS” nos agridem para apropriar-se de nossas vidas e pertences. <!– D([“mb”,”

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Já não tenho mais parâmetro para posicionar-me. Problema social???? Como explicar o óbvio diariamente constatado: mulheres universitárias, presumivelmente “informadas”, gerando vários filhos de pais desconhecidos; mulheres “carentes” que moram em um cubículos e a cada nove meses, dão à luz mais um filho para passar fome e ser custeado pelos impostos dos que, de alguma forma, produzem e geram algum tipo de renda.

 

Renda….como se salário fosse renda. Paga-se imposto e até hoje não se sabe exatamente o que é esse “ser alienígena” intitulado “GASTO PÚBLICO”.

 

Índio é inimputável, por disposição legal – “silvícula” – mas tem helicóptero, telefone (via satélite), caminhonete importada….tudo isso à custa de “ARRENDAMENTO” (para exploração de pedras preciosas) em reserva indígena. E mais, arrendamento devidamente formalizado, objeto de instrumento contratual firmado por pajé – pajé é o representante legal da tribo? Índio não é relativamente incapaz?

 

“SEM TERRA”, é profissão de profissionais agenciados por sindicatos organizados…….tem direito a descumprir a legislação em vigor, sob a argumentação de estarem amparados por “motivo socialmente justificável” que, inclusive, os autoriza a alienar o imóvel objeto do assentamento e, por incrível que pareça: promover queimadas, destruição de vegetação etc. etc. Para eles, não há CRIME ” HAMBIENTAL ” sic …sic… sic Quanto a mim, se deixar de pagar IPTU, Taxa do Lixo, o imposto de transmissão e afins, o apartamento onde moro com meu filho vai a leilão. Se cortar uma árvore serei condenada como criminosa – .risos….PODE?????

 

Fico então me indagando: afinal, quais são os MEUS direitos???? Porque, enquanto cidadã brasileira, só tenho obrigações – trabalho mais de 14 horas por dia, vou do trabalho para casa e vice-versa, contando com DEUS para chegar com vida de onde saí (pior que isso estão os ateus que nem com DEUS podem contar).

 

Já não tenho mais parâmetro para posicionar-me. Problema social???? Como explicar o óbvio diariamente constatado: mulheres universitárias, presumivelmente “informadas”, gerando vários filhos de pais desconhecidos; mulheres “carentes” que moram em um cubículos e a cada nove meses, dão à luz mais um filho para passar fome e ser custeado pelos impostos dos que, de alguma forma, produzem e geram algum tipo de renda. Renda….como se salário fosse renda. Paga-se imposto e até hoje não se sabe exatamente o que é esse “ser alienígena” intitulado “GASTO PÚBLICO”.

 

Índio é inimputável, por disposição legal – “silvícula” – mas tem helicóptero, telefone (via satélite), caminhonete importada….tudo isso à custa de “ARRENDAMENTO” (para exploração de pedras preciosas) em reserva indígena. E mais, arrendamento devidamente formalizado, objeto de instrumento contratual firmado por pajé – pajé é o representante legal da tribo? Índio não é relativamente incapaz?

 

“SEM TERRA”, é profissão de profissionais agenciados por sindicatos organizados…….tem direito a descumprir a legislação em vigor, sob a argumentação de estarem amparados por “motivo socialmente justificável” que, inclusive, os autoriza a alienar o imóvel objeto do assentamento e, por incrível que pareça: promover queimadas, destruição de vegetação etc. etc. Para eles, não há CRIME ” HAMBIENTAL ” sic …sic… sic Quanto a mim, se deixar de pagar IPTU, Taxa do Lixo, o imposto de transmissão e afins, o apartamento onde moro com meu filho vai a leilão. Se cortar uma árvore serei condenada como criminosa – .risos….PODE?????

 

Fico então me indagando: afinal, quais são os MEUS direitos???? Porque, enquanto cidadã brasileira, só tenho obrigações – trabalho mais de 14 horas por dia, vou do trabalho para casa e vice-versa, contando com DEUS para chegar com vida de onde saí (pior que isso estão os ateus que nem com DEUS podem contar). <!– D([“mb”,”

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Meu direito é pagar, custear quem põe filho no mundo sem qualquer responsabilidade por sua criação e educação, é TENTAR sobreviver em uma sociedade onde o mais básico de meus direitos – o direito à vida, é totalmente ignorado…….isso é justo??????

 

Meu direito é custear estrupadores, assassinos, estelionatários, seqüestradores, terroristas e traficantes que destroem famílias, aterrorizam a nossa sociedade e aniquilam quaisquer valores até então preservados (quando as palavras como honestidade e ética estavam embuídas de significado e valor a ser respeitado e preservado). Os que custeio, lotam os presídios e ainda rebelam-se por condições de vida melhor…..só pode mesmo ser uma piada. Seria hilário se não fosse a realidade!!!!!

Meu direito é aplaudir o PT em sua grande obra de jardinagem: a estrela vermelha em prédio público. É assistir o PT, POR AMOR AO PODER, unir-se ao PMDB dos Srs. Quércia e afins, e ao PFL, do Sr. ACM e do Sr. Sarney (aquele, cuja filha guarda em uma gaveta um milhão e meio de reais para as despesas do fim de semana).

 

Meu lazer???? Ora, há a REDE GLOBO DE TELEVISÃO, a “Vênus Platinada” orgulho nacional que vem prestigiando a Sra. Solange, participante do BB Brasil 4, – exemplo de cultura que estimula o povo brasileiro a permanecer analfabeto – caminho para o sucesso e o reconhecimento….é…… a louca sou EU!!!!!!

 

Por essas e outras, tenho que INFORMAR: EXCLUÍDA SOU EU.

Juçara Mazza Zaramella – Advogada – OAB/SP n.º 39.110 – RG 4.708.362

Breve estudo psicológico, moral e filosófico do filme “Olga” 

 

Há cinco dias, eu assisti ao filme brasileiro “Olga”. Ele conta a história da alemã chamada Olga Benário, militante comunista desde os quinze anos, colaboradora de um evento que libertou prisioneiros de uma prisão alemã e guerreira treinada na Rússia para a implantação violenta da Revolução Comunista num país longínquo, a saber, o Brasil. Para maiores informações, aconselho os seguintes links (ideologicamente nada confiáveis, mas servem de sintoma do que adiante vou expor):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Olga_Ben%C3%A1rio, http://www.culturabrasil.org/olga.htm e
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT794517-1655,00.html
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Veio ao Brasil junto a Luís Carlos Prestes, que teria se mostrado aos comunistas russos uma grande esperança revolucionária, algo como um possível recuperador das recéns derrotas comunistas ocorridas na Europa. Segundo o filme, Prestes estava sob a defesa de Olga, e juntos vieram auxiliar os comunistas revolucionários a acabarem com o governo Vargas, com os intentos generosíssimos de perseguir o bem, o justo e o melhor.

Não falarei muito sobre os aspectos procedimentais e cinematográficos do filme, pois no momento estes não me interessam. Neste sentido, o que mais me incomodou, concordando com o Pereira e com outros amigos, foi o gerenciamento das línguas. O caráter televisivo e a trilha sonora não me incomodaram.

O filme é altamente retórico, cheio de emotivismo barato. Não se propõe a levantar reflexões sobre possíveis saídas do “buraco” em que o Brasil se encontra, embora pretenda apresentar algumas causas do nosso atual estado de coisas. O drama humano, um tanto “novelístico”, apareceu como arma para colocar o público junto aos comunistas, mesmo sem saberem o que isso significa, feito típico de impostores e enganadores. Nada de especificamente comunista foi mostrado e/ou colocado como relevante, mesmo sendo o roteiro inteirinho feito em torno das estratégias internacionais dos comunistas. Somente o superficial que corresponde aos dizeres, gírias, bandeiras, gritarias e a costumeira tentativa de monopólio da bondade e da solidariedade. Tudo o que foi colocado ao lado de Olga, pode ser colocado ao lado de inimigos do comunismo sem prejuízos. São virtudes, coisas misteriosas, elementos imaginativos, emoções frívolas e sentimentos superiores desviados de sua pureza originária.

As virtudes aparecem na “coragem”, eu diria temeridade, ou seja, não há virtude, e na abnegação da vida comum para a dedicação a uma reforma que trará benefícios coletivos (mas isso pensando segundo a mente dela, pois o caminho de seus esforços não pareceram corresponder às suas aparentes intenções). O mistério aparece nos gestos e premonições da mãe do Prestes, e no amor aparentemente predestinado dos protagonistas. Os sentimentos superiores aparecem no amor conjugal e filial, na solidariedade e na caridade. Estes elementos são tão delicados que espero que o leitor tenha muita cautela ao raciocionar sobre o que lê para não se equivocar no que pensa que eu penso.

Admitindo e reiterando o anteriormente exposto, há possibilidade de colocar com facilidade um nazista, uma fascista, um ditador, um reacionário, ou um religioso fervoroso, nas mesmíssimas condições heróicas da protagonista, independente das idéias que cada qual siga e defenda. Deu pra entender? Tudo o que pontuei como pontos altos da psicologia da personagem, não são exclusividades do comunismo, pelo contrário, parecem não corresponder uma coisa a outra. As idéias que fundamentam as intenções é que vão reger e direcionar as atitudes, e conseqüentemente são as que vão, ou não, trazer algum bem a uma parcela maior da humanidade. As idéias é que devem ser colocadas em primeiro plano, e não um romance ideal, a coragem de viajar pra matar inimigos “malvados” e ajudar os bonzinhos a vencer. Isso é assim, querendo ou não, mesmo que ao dizer e pensar isso seja necessário discutir com amigos e colegas os conteúdos de suas idéias regentes, e, no caso de filmes e revistas e óperas, o que pode acontecer é a perda de público. Todo mundo é educado direitinho para aceitar essas bobagens, mas os mais dóceis às realidades da vida terão de colocar em suspenso suas convicções e critérios sempre que estes não pareçam dignos e reais. Vamos analisar melhor.

Será que o comunismo, na forma com que Olga o entendia, teria feito do Brasil um lugar melhor para viver, com seres humanos melhores, e com uma perspectiva de vida melhor (seja lá o que isso signifique)? Onde está o bem, o justo e o melhor no pensamento voltado inteiramente às condições materiais da vida, na crença em que todo o desenrolar da história e das vidas humanas se dá com base numa luta de interesses de classe, ignorando com isso, os sentimentos que tanto mexeram com a vida deles próprios? (Não discutirei aqui se a compaixão é um sentimento imaterial ou uma sensação causada pela dopamina. Embora eu ache essa discussão absurda, eu a considero importante nos tempos atuais e a trabalharei em escritos posteriores.) Onde está o bem, oh raios, de treinar táticas e estratégia militar para matar “inimigos” num outro país, sem exame acurado das idéias? Como uma garota que desde os quinze anos é metida em arruaças, protestos e atos criminosos pode saber quem matar e quais os destinos da humanidade? Ela seria uma nova iluminada, algo como uma Buda de metralhadora? Ou será que tem é cabeça de bunda?

Bom, fujo das aporias e volto ao bem, justo e melhor. Na Grécia clássica, os sábios, identificados com as forças políticas mais conscientes, ao contrário das crenças de hoje em dia, tomariam uma atitude básica antes de ensinarem, se comprometerem e matarem em nome deste conceitos. Eles perguntariam: 1. O que é o bem? 2. O que é o justo? 3. O que é o melhor?

Olga, pelo contrário, deve ter achado bobo perguntar (se é que pensou em perguntar), e por isso, já se moveu com as respostas que adquiriu sabe lá como, que, grosso modo, são: 1. acabar com os maus (ricos que querem manter a ordem social que existe somente para sustentar a sua riqueza) 2. todos terem as mesmas coisas em igual quantidade (embora todos sejam diferentes, e precisem de coisas diferentes em quantidades diferentes) 3. o regime comunista (que não trouxe e nem garantiu a felicidade e bem-estar de ninguém em seus ensaios, tendo sido responsável por muitas e muitas mais mortes do que o nazismo, fato que posso documentar).

O senso-comum já diz que de bem-intencionados o inferno está cheio, e eu penso que seja bem por aí. Uma parte muito grande dos malefícios da humanidade vem por causa destes seres cheios de boas-intenções que, no entanto, não tem conhecimento nenhum nenhum nenhum.

Sobre a historicidade do filme, há algo muito gritante, que é a idealização dos personagens principais. Prestes e sua família, os “camaradas” do partido, e Olga pareceram tremendamente sublimados em suas relações, com seu companheirismo, com seu afeto unitivo até os últimos e mais duros momentos… Isso favorece o culto a seres que nunca existiram. Muito fácil se torna esse labor quando o público já está há muito tempo acostumado a crer nesse tipo de conto de fadas, e a usar indevidamente a imaginação, criando vínculos afetivos com símbolos assustadoramente deformados dos simbolizados. Isso auxilia consideravelmente a diminuição da acuidade mental dos que assistem com suscetibilidade a obra cinematográfica. Os efeitos desse emburrecimento são o desenvolvimento e cultivo de emoções aparantemente nobres, inspiradas em quimeras, por relações de imagens e em símbolos deformados. E a deformação segue com impressões e sentimentos que vão atuar no direcionamento das ações e no desenvolvimento de outros sentimentos e impressões, afins a estas fabulações. Entendo que é por esta exata causa que ouvi pessoas saindo do filme dizendo ter vontade de seguir caminhos parecidos… Meninas, até adolescentes recém saídas da infância querendo adotar ideais revolucionários… Como bem disse um amigo (Julio Lemos), que bom que estas pessoas não têm as condições, “virtudes”, ou forças necessárias para levar a cabo tal engano, já que não é fácil dedicar a vida a algo que não seja satisfazer os próprios desejos, efêmeros e imediatos, de tão desenfreados que são, nem é fácil ter qualquer dedicação a algo direcionado, mesmo que erroneamente, ao bem dos semelhantes. Mas tem gente que consegue sim, e aí mora o perigo. Quando estas proficiências são agregadas à vida, misturadas com sentimentos inferiores (vinculação dos objetivos com honrarias, vanglória, e reconhecimentos de heroísmo) e à imaginação mal empregada (para suprir a falta de conhecimentos necessários para realizar grandes obras), os efeitos serão, na certa, estragos imensuráveis.

A não discussão das idéias, ou seja, a falta de revisão dos conceitos admitidos como certos, já que nem o filme, nem seus críticos, nem a imprensa, nem as intituições de ensino as discutem, deve-se ao fato de que a inteligência dos brasileiros em geral, desde o “roteirista”, o diretor, os críticos e tantos quantos participaram e participam da história deste filme, esteja profundamente afetada. A meu ver, não há nada mais grave do que abolir o ato de pensar sobre os problemas, e sobre o mais correto a fazer para saná-los, sob pena das vítimas atingirem uma postura de possuidores da plenitude do saber, colocando-se num patamar de conhecedores do Bem e do Mal, só restando então a tarefa prática de extirpar o mal do mundo, combatendo com armas aqueles que com ele se identificam. Mas… Será que devemos, em primeiro lugar, combater o erro ou os que erram? Se o bem é combater os que erram, acertadamente Olga foi morta. Mas esta não é a postura que defendo, ao menos, nos primeiros e nos principais passos.

Sem dúvida, eu não gostei de ver o drama humano de Olga, pois eu não simpatizo com a idéia de seres humanos sofrendo. Como eu reafirmei, o drama humano me aborreceu, e não a falha do planejamento da revolução, ou o drama revolucionário. A revolucionária que treinou para a guerra, com a finalidade de matar aqueles que se colocam em seu caminho, e de destruir os que não concordam com os ideais socialistas, inevitavelmente acabaria matando muito ou sendo morta. Olga levaria muitos à morte da mesma maneira que morreu nas mãos dos nazistas, que, com certeza, estavam em busca do bem, do justo e do melhor tanto quanto ela, já que, para eles, os judeus eram uma “raça inferior” que, dentre outras tantas coisas, dominava os bancos, impedindo o crescimento dos germânicos de “raça pura”.

“Olga” é um filme de singular importância para a comprovação da crise da falta de referências positivas para o povo brasiliano. Uma judia alemã, desprovida das indispensáveis virtudes intelectivas para um labor humanitário, e das qualidades mais necessárias aos que se comprometem com uma ação de alta envergadura, somente se torna objeto de adoração devota por um povo arrastadiço, carente de orientações claras e precisas. Não penso que o problema seja a falta de seres de valor, mas sim a falta do reconhecimento dos reais seres de valor. Esta é uma situação arquetípica, já que em todos os tempos, somente aqueles que possuem e/ou que adquiriram com muito esforço algum tipo de virtude, reconhecem aquele que as têm de sobra. Estou cada vez mais consciente da escassez desse tipo de ser humano.

Uma estrangeira assassina feita heroína mostra a ausência da honra ao mérito dos brasileiros valorosos. Faço um apelo à mais pura e nobre brasilidade, que tem em si o fundamento no reconhecimento de nossos heróis de fato. O patamar mais alto deve ser ocupado por José Bonifácio de Andrada e Silva. Depois, é preciso consideração aos que nos ensinaram com suas lições da vida, alguns dos grandes mestres da humanidade (estes sim, estrangeiros, porém de importância apólida). Eles sim têm muito que nos ensinar para nos privar de sofrer os caminhos tortuosos da ignorância. São os heróis que nos ajudaram a ser quem somos, no melhor de nossa constituição bio-psico-espiritual. Será que isso é muito difícil? Eu trabalho na criação do amor digno, real e nobre à pátria em mim mesmo; sei que dá pra fazer. Por isso, o sentimento de brasilidade deve existir de outra forma, com um maior grau de inteligência e sentimentos superiores, e um menor grau de emoções triviais e inspirações quiméricas tão nocivas à mente quanto o gás venenoso é nocivo ao corpo.