O fator mais importante para o desenvolvimento de um povo é sua capacidade de estudo. A pátria (não a máquina estatal) deve incentivar e auxiliar o desenvolvimento dos vocacionados ao estudo com todas as suas possibilidades. Porém, o que vejo e sinto na pele, no Brasil, é uma fabricação de dificuldades ao estudioso.
Os incentivos ao cultivo do saber não existem, mas os desestímulos e a criação de dificuldades são intermináveis. Esse desejo de saber cada vez mais é raro, e quando existe na juventude, deve ser nutrido e aproveitado como uma pedra preciosa dentro de um lodaçal. É a faísca divina que aparece para iluminar a escuridão da vida de pecados. Se o jovem, por natureza já tão inclinado ao erro, não for auxiliado, incentivado e educado pelos mais experientes e pelos que têm recursos, ele cairá e deixará sua vocação. É uma desgraça, mas, factum est, só os imensamente fortes seguem sozinhos em meio aos mais indizíveis obstáculos.
Como já disse, sinto na pele o que é parecer um doudo por tentar compreender a mim mesmo, ao mundo, à vida. Pois isto é o que levanta um povo inteiro em todos os aspectos: o encontro das chaves que abrem as portas ao conhecimento das questões fundamentais. Essas respostas elevam integralmente um homem, depois um conjunto de homens, até chegar à humanidade inteira. E essas forças imensuráveis vêm das mentes de poucos, desses poucos brâmanes que se dedicam a tal elucidação.
Eu não acredito em salvação pela política, eu não acredito em ajuda estatal. Eu acredito em elevação cultural e espiritual feitas no nível individual. E pra isso, a política não pode e não deve atrapalhar.
Fevereiro 24, 2006 at 5:58 am
Olá, Rafa!
Direi abaixo o que achei do texto:
É íncrivel a capacidade que poucas pessoas têm de reconhecer que, na atualidade, são poucos os que passam por uma transformação intelectual, e notam que a cada dia temos a triste percepção de que tudo e todos tentam fazer com que pioremos e não sigamos em frente. Ainda bem que tivemos uma educação voltada para esse tipo de intelectualidade.
Não que eu seja uma garota muito intelectual, acho que ainda preciso usufruir mais dessa parte; deve ser porque ainda sou nova e tenho muita coisa para aprender, mas entendo e sei quando uma pessoa tem ou não noção do que diz sobre esse assunto. E, particularmente, assino em baixo tudo o que você escreveu.
Está de parabéns!
Beijos,
Lê…
Março 31, 2006 at 5:33 pm
Eae rapaz. Não há como discordar do óbvio. Será que temos capacidade de iniciar uma revolução cultural e dos costumes? Não consigo vislumbrar nenhum exemplo de povo suficientemente bom e que se aplique de maneira precisa ao nosso como modelo. A elevação integral do homem, que você cita, deveria já realizar uma alimentação anterógrada ao sistema, um reforço positivo. Mas como fazer a elevação integral se tornar quase que como um novo estímulo ao já desestimulado? como pesar a balança? não acredito que a experiência dos mais velhos tenha um valor absoluto suficiente. O n é baixo e a somatória é pífia… um grande problema, factum est.